21 de outubro de 2010

Confianca é a base

Meu amigo @franciscosouza compartilhou a apresentação Seja Lento, Seja Ágil com a galera.

Lá tem muita coisa legal, vale a pena vê-la.

Nela, um slide com uma citação do @henriquebastos me chamou atenção:
"Se você não tiver uma equipe na qual confia, nenhuma metodologia vai resolver seu problema"

Captou?

Eu já tinha ouvido esse argumento num tech talk que Linus Torvalds fez no Google, sobre o git. Ele defende que a base da segurança de um controle de versão descentralizado é a confiança, que, por sua vez, é consequência do mérito. Ou seja, a confiança é também meritocracia. É, faz sentido...

Sugiro que você preste bastante atenção a essa afirmação e faça um esforço de memória para lembrar dos lugares e das pessoas com quem você já trabalhou.

Adiantou alguma metodologia de trabalho, fosse ela qual fosse, se as pessoas não confiassem umas nas outras?

Esse é o pressuposto de um time ágil: confiança.

Pense nisso.

20 de outubro de 2010

Python e web2py

Para quem é desenvolvedor a vida profissional não pode cair na rotina, certo?

Então, já que estou com o tempo um pouco mais livre, resolvi reativar um projeto que ficou parado há mais de 1 ano: aprender mesmo web2py.

Web2py é um framework para Python, que tem ganho espaço principalmente por não precisar de configuração para rodar. É full-stack, completo. Basta descompactar em um diretório e começar a usar.

Assim como Django e Rails, ele tem um servidor web para desenvolvimento, e algumas coisinhas complementares que ajudam bastante.

Em julho/2009 eu escrevi um post que analisa os motivos para escolher o web2py como plataforma de desenvolvimento.

Se você se interessar, acompanhe o blog Aprenda Web2py ou siga-me no twitter: @viniciusban.

13 de outubro de 2010

Até a Microsoft vai de Wordpress e jQuery

Há muitos anos empresas vivem de free software. Não necessariamente gratuito (free of charge), mas free no sentido de te dar liberdade (freedom).

Linguagens famosíssimas como PHP, Javascript, Java, Python, Perl e Ruby são free.
Bancos de Dados como MySQL, Postgre SQL também.
Nem preciso falar do maior fenômeno do free software, o Linux.

Há alguns anos a IBM anuncia apoio incondicional ao Linux, investindo cifras enormes nele.
O Google deu uma alavancada nesse cenário, oferecendo ferramentas bastante poderosas, baseadas na web e distribuídas como free software.

Há muito tempo, free software deixou de ser sinônimo de amadorismo ou papo de universitários ideológicos comunistas.

Atualmente as melhores práticas na área de desenvolvimento de software são oriundas do ambiente free ou open source e bastante adotadas por eles.

Veja XP, TDD e Agile, por exemplo. Tem tudo a ver com o cenário de distribuição e desenvolvimento desse tipo de software.

Mesmo apesar disso, muita gente ainda sentia falta de um player importante, que até então ia contra esse movimento, apesar de algumas investidas discretas, a Microsoft.

Recentemente eu li duas notícias que me deixaram com uma pulga atrás da orelha e me motivou a escrever esse artigo:
Se você achava que o fato de a Microsoft não ter entrado mesmo na onda do mundo open era um bom motivo para defender arquiteturas proprietárias, repense seus argumentos.

Até ela já fez isso. Eu resolvi traduzir um parágrafo do artigo sobre a contribuição dela ao jQuery porque diz muito à indústria de software. Observação: destaques acrescentados por mim:
"Durante os sete meses de desenvolvimento, as equipes do jQuery e da Microsoft trabalharam juntas para garantir que o código estava de acordo com as melhores práticas especificadas pelo projeto jQuery e atendiam às necessidades específicas da comunidade jQuery. Nós também garantimos que qualquer contribuição de código estivesse disponível para a comunidade jQuery conforme os mesmos termos de licenças não restritivas, da mesma forma que o jQuery JavaScript Library."

Sobre a migração do Live Spaces, note a quantidade de blogs que serão migrados: 30.000.000 (30 milhões)!

Acorde! Até a Microsoft já percebeu que também existem boas ideias fora de Redmond.