24 de junho de 2009

Apresentar o que e pra quem?

Eu já tinha ouvido falar muito bem do livro Presentation Zen (tem também a versão dele em português) e dei uma olhada no exemplar de um colega de trabalho.

Gostei muito do que vi. Para quem quer ideias diferentes de como elaborar uma apresentação e se preparar para ela, vale *muito* a leitura.

Uma das partes mais importantes do livro é onde o autor fala sobre o que você deve ter em mente quando está planejando uma apresentação.

Na verdade, são perguntas que você deve fazer a você mesmo. Aí estão elas:
  1. Quanto tempo terei para falar?
  2. Como é o local?
  3. Em qual horário será a apresentação?
  4. Quem é o público?
  5. Qual é o conhecimento prévio que eles têm sobre o assunto?
  6. O que eles esperam de mim?
  7. O que pediram para eu falar?
  8. O que eu quero que eles façam com a informação que vou passar?
  9. Que meio visual é mais apropriado para essa situação e para esse público?
  10. Qual é o objetivo fundamental da minha apresentação?
  11. Qual é estória aqui?
  12. E a pergunta mais importante de todas: qual é o ponto mais importante da minha apresentação?
A última pergunta, para ficar mais direta, poderíamos escrevê-la assim: "Se o público pudesse lembrar de apenas uma coisa (e eu terei sorte se eles lembrarem), o que deveria ser?"

É interessante que o autor dá uma dica que eu não conheço ninguém que pratica: planejar sua apresentação fora do computador. Isso mesmo.

Só sente em frente ao computador depois de terminar o planejamento da sua apresentação.

Em breve colocarei mais dicas desse ótimo livro aqui.

Boa leitura. :-)

6 de junho de 2009

Se o Linux fosse o sistema operacional mais usado no mundo

Outro dia um colega de trabalho mandou um e-mail com o mesmo título desse post.

Daí eu resolvi colocá-lo aqui na íntegra, com algumas correções de português, para ficar melhor.
Normalmente vemos textos de usuários de Windows falando sobre como as coisas são no Linux. Esse, nos mostra as coisas de um outro ângulo.

Vale a pena a leitura.

Eu compreendo os indivíduos que dizem ter problemas em passar do Windows para o Linux. Senti o mesmo ao experimentar o Windows. Eu decidi experimentá-lo depois de alguns amigos que o usam me dizerem que era ótimo.

Fui até ao site da Microsoft para baixá-lo mas não estava lá disponível. Fiquei frustrado porque não consegui descobrir como baixá-lo. Por fim tive que perguntar a um amigo e ele disse-me que eu deveria comprá-lo.

Peguei o carro, fui até à Staples e pedi a um dos vendedores uma cópia do Windows. Ele perguntou-me qual, eu disse-lhe: "Quero a mais completa, por favor" e ele respondeu: "São €599, ...". Soltei um palavrão e voltei para casa de mãos abanando.

Um dos meus amigos deu-me uma cópia do Windows XP mas disse-me para não contar a ninguém. Achei estranho porque faço sempre cópias do Linux para qualquer pessoa que me pedir, e digo sempre para passar essa cópia a qualquer outra pessoa que esteja interessada, uma vez que já precisei dela.

De qualquer forma coloquei o CD no leitor e esperei que iniciasse o sistema do "Live CD". Não funcionou. A única coisa que fazia era perguntar-me se queria instalar. Telefonei para um dos meus amigos, para saber se eu estava fazendo alguma asneira, mas ele disse-me: "O XP não roda o sistema diretamente do CD". Decidi, então, instalá-lo.

Segui as instruções que apareciam na tela mas comecei a ficar nervoso porque não perguntou nada sobre os outros sistemas operacionais. Quando instalei o Linux, ele reconheceu que tinha outros sistemas operacionais na máquina e perguntou-me se queria criar uma nova partição e instalar o Linux lá. Voltei a ligar para o meu amigo e ele disse-me que, ao ser instalado, o Windows elimina qualquer outro sistema operacional que encontra.

Fiz uma cópia de segurança das minhas coisas e entrei de cabeça na instalação. Foi bastante simples, tirando a parte em que tive que escrever umas letras e um código. Tive de ligar outra vez para o meu amigo mas ele ficou chateado e veio escrever ele próprio o código. Voltou a dizer-me para não contar nada a ninguém (!!!).

Depois de reiniciar o computador, dei uma passada de olhos no sistema. Fiquei chocado quando me deixou mudar as configurações sem pedir o acesso de root. O meu amigo começou a ficar um bocado irritado quando liguei outra vez para ele, mas acabou indo lá em casa. Disse-me que o acesso de root era dado logo na inicialização. Tratei logo de fazer outra conta de usuário normal e passei a usá-la.

Comecei a ficar confuso quando tentei fazer mudanças e o sistema, ao invés de pedir acesso de root, disse-me que tinha que fechar a sessão de utilizador normal e abrir uma sessão como administrador. Comecei, então, a perceber porque é que tantas pessoas entram sempre como root e tive um arrepio na espinha.

Bom, mas já era hora de trabalhar. Fui ao menu "Iniciar -> Programas", para abrir uma planilha que eu precisava terminar, mas não consegui encontrar a aplicação de planilhas. O meu amigo disse-me que o Windows não trazia nenhuma aplicação dessas e que eu teria que baixar da Internet. "Oh...", pensei, "uma distribuição básica".

Fui ao "Adicionar/Remover Programas" do painel de controle (tal como no Linux), mas não havia lá programas para adicionar. Apenas deixava remover os programas.

Não consegui encontrar o botão para adicionar aplicações. O meu amigo disse-me que eu tinha que procurar as aplicações por minha conta. Depois de muita pesquisa no Google, lá encontrei, baixei e instalei o OpenOffice.org.

Para dizer a verdade, diverti-me à beça com o Windows. Não entendi muito da terminologia... porque é que há um drive A, depois um C... onde é que está o drive B?

Achei a distribuição demasiado básica. Não inclui nenhuma aplicação que seja verdadeiramente de produtividade e é muito confuso procurá-la. O meu amigo disse-me que eu precisava de software anti-vírus e anti-spyware, mas o Windows não vinha com nada disso.

Achei-o difícil, confuso e demasiado trabalhoso para mim. Pode ser bom para uma pessoa que seja do tipo técnico, como o meu amigo, mas eu fico mesmo com o Linux, obrigado.


Instalando o Ubuntu 9.04 no meu notebook

Eu sou desenvolvedor, mas não gosto de ficar fuçando hardware e entranhas do sistema operacional.

Exceto pelo fato de eu não gostar do mouse, no dia-a-dia me comporto como um usário médio do Windows: não uso a linha de comandos e não fico pesquisando "os bastidores" do meu hardware.

Há 2 anos eu tentei instalar o Ubuntu no notebook antigo e não tive uma boa experiência. Quase perdi tudo o que estava no Windows. De lá para cá, eu meio que desisti de tê-lo em meu notebook.

Agora, trabalhando junto com gente que manja MUITO de Linux, resolvi tomar coragem e mandar ver.

Fiquei usando o novo Linux Ubuntu 9.04 (Jaunty Jackalope) no VirtualBox por umas semanas sem problemas. Daí, eu tomei coragem e resolvi instalá-lo em dual boot, já que algumas pessoas lá do trabalho usam assim perfeitamente.

A instalação foi perfeita, sem problemas. Partição redimensionada, Ubuntu instalado e funcionando.

Entretanto, nem tudo funcionou como deveria.
A conexão de rede reconhecida foi só a por cabo. O Wireless não entrou.
O vídeo ficou com resolução de 800x600, onde a nativa deveria ser 1280x800.

Daí, resolvi configurar minha rede wireless usando a placa usb que tenho em casa. Resultado: tive que procurar em fórum como configurá-la. Nada trivial para quem não está acostumado com linha de comando. Esse não é o meu caso, mas não estou acostumado com Linux. Vi como isso pode deixar uma pessoa assustada. Mas com a ajuda de um colega do trabalho (um dos ninjas de lá) ela está funcionando. :-)
O roteiro (em inglês) de como configurar a placa usb Edimax EW-7381USg está em http://lookherefirst.wordpress.com/2008/11/02/setting-up-edimax-ew-7318usg-under-linux/ e foi escrito pelo chris.

Agora falta configurar o wireless nativo do notebook.

Quanto ao vídeo, pedi ajuda ao outro ninja de Linux que tem por lá e ele me ajudou a funcionar em 1280x768, quando descobrimos que a placa é uma Silicon Integrated Systems [SiS] 771/671 PCIE VGA Display Adapter (rev 10). Não era uma maravilha, mas BEM melhor do que os 800x600 que o Linux teimava em permitir.

Procurando em fórums, consegui essa informação aqui: http://ubuntuforums.org/showpost.php?p=6983046&postcount=119 que definitivamente resolveu o meu problema.
A thread é grande, mas se você quiser acompanhá-la desde o início, vá aqui: http://ubuntuforums.org/showthread.php?t=958967
Quem conseguiu a façanha foi um usuário chamado bgerlich. Graças a ele, quem tem placa de vídeo SiS pode usá-la no Linux em 1280x800, mas ainda sem esperança de ter efeitos 3D. O motivo? Parece que o hardware não suporta.

Bem, essa instalação do Linux não foi uma experiência muito boa, não.
Eu não gostaria de ter que me preocupar com essas coisas de driver de placa de vídeo, driver de wireless, etc.

Mas percebi uma coisa: o problema é do fabricante. Sim, os fabricantes não desenvolveram os drivers que o bgerlich e o chris desenvolveram. E sabem quanto essas pessoas ganharam para fazer isso? Nem um centavo!

Ah, e a instalação do driver do bgerlich é banal. Basta fazer o download de um arquivo e dar um clique duplo nele. Depois, é só reiniciar o computador e pronto! No melhor estilo "for dummies" ou "for newbies" que vi. :-)
Se você souber como fazer, basta reiniciar o servidor X que também funciona.

Apesar do dissabor de precisar procurar esse tipo de informação, o fato de estar usando um sistema operacional aberto, que tem uma comunidade ENORME por trás, dá muita segurança. Você pode conseguir praticamente tudo o que quiser, de graça e de forma totalmente legal.
Dá trabalho, sim. Você precisa pedir ajuda a alguém, mas quem nunca precisou disso no Windows?

Essa é a vantagem. Se o fabricante não faz, a comunidade faz! E você usa. Simples assim.